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Por um RH criativo


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Conheça Léo Kaufmann, mais um inspirador confirmado no Festival

 

Léo Kaufmann é dono de uma carreira diversa, iniciada no exército, passando pelo contact center, em áreas de gestão e T&D. Desde 2018, atua na área comercial com foco em eventos digitais. Entre eles está o maior evento de RH da América Latina: o RH Summit. Apaixonado por temas que envolvem pessoas, acredita que a nossa força está nas conexões e nos relacionamentos que somos capazes de criar. Léo participa do Festival Mundial da Criatividade, em abril, com uma fala sobre Diversidade, Tecnologia e Inovação, abordando os paradigmas da gestão de pessoas.

 

Nesta entrevista, ele apresenta uma lente muito particular e inovadora para aprimorar em vários aspectos a área de Recursos Humanos nas empresas. Conheça agora um pouco mais da sua trajetória dentro da criatividade e da gestão de pessoas.

 

Sua carreira começa no exército, certo? O que você aprendeu lá? 

Eu aprendi que aquele não é meu lugar, porque sou uma pessoa extremamente criativa e ali eu não podia ser criativo. Fiquei três anos no exército, eu poderia ficar sete, mas tive que sair. Não poder causar impacto em um lugar, criar, me desmotiva muito, e isso também aconteceu depois em outros empregos. Eu sempre vou olhar pro mundo de uma forma diferente. Não é porque algo foi feito sempre do mesmo jeito que precisa continuar sendo feito assim.

 

Você sempre se sentiu uma pessoa criativa, desde criança?

Eu sempre fui uma criança diferente. Nasci em Carazinho, no interior do Rio Grande do Sul e meu quarto era sempre cheio de papel cortado, e cria isso, e cria aquilo... e com um raciocínio muito rápido. Por muito tempo eu sufoquei isso tudo, era complicado ser uma criança diferente. Mais pra frente, em empregos, me falaram: tome cuidado com isso, não seja assim. Hoje, ser criativo é meu diferencial competitivo. Hoje eu me apodero disso.

A gente nasce muito criativo e muita coisa é tirada da gente. Eu estou pegando de volta tudo o que roubaram de mim. Isso me torna uma pessoa mais livre. Por exemplo, eu morria de medo da câmera, e hoje é algo muito tranquilo. A criatividade não pode ser comprada nem ensinada, você pode apenas estimular que ela desperte, propor coisas que façam ela aflorar.

 

E como você é hoje, trabalhando com Recursos Humanos?

Eu gosto de provocar, mas não gosto de entrar em um lugar de ataque. Meu trabalho é RH é pra fazer as pessoas refletirem se estão trabalhando da melhor forma. Falo muito de diversidade, para além da sigla LGBTQI+. Todos nós em algum ponto somos membros da diversidade, desse guarda-chuva.

 

E você toca o RH SUMMIT, conta um pouco sobre ele.

RH Summit é o maior evento online e gratuito para profissionais de RH da América Latina. Temos uma base de 400 mil profissionais conectados. O objetivo é levar conhecimento que possa transformar a vida de cada professional de forma prática, por exemplo: quais ferramentas de comunicação e recrutamento estão sendo usadas? Como podemos aprimorar? A ideia é transformar o RH em uma área estratégica. Trazemos pessoas que atuam dentro da área para falar do que está acontecendo. O RH é o ultimo departamento que recebe verba e o primeiro que perde. De forma online, levamos conhecimento de forma gratuita pra muita gente, inclusive em outros países, temos gente em Angola, Cabo Verde, Portugal. Já foram seis edições e é muito legal ver o impacto que ele gera lá na ponta.

 

O que é um RH criativo?

O RH criativo sai do papel de departamento pessoal, da parte burocrática que a empresa é obrigada a ter. O RH criativo busca formas de atingir as pessoas baseadas em dados, e com medição de impactos. A gente tem um problema como brasileiro: a gente é muito bom pra criar e péssimo pra manter e pra medir. Eu odeio o termo retenção, prefiro trabalhar com engajamento: se você engaja, não precisa reter. Ser criativo pra mim passa muito pelo lugar de escuta. Aprender com outras pessoas e áreas. A criatividade não é desenhar algo novo todo dia, inventar a roda, é encontrar maneiras de fazer melhor as coisas. Inovar às vezes é mudar uma coisa bem pequenininha.

 

Saiba mais sobre o RH Summit: https://rhtalks.rhsummit.com/