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“Entre ir pra Marte e construir um novo planeta, é melhor construir um novo planeta Terra.”


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leia a entrevista com Lucas Foster, idealizador e diretor do Festival Mundial da Criatividade, onde ele analisa o que mudou e o que aprendeu com o evento de 4 dias em São Paulo, e conta como a Organização Mundial da Criatividade está pensando o festival de 2024 

 

Durante os dias 20, 21 e 22 de abril, o Centro Histórico da capital paulista foi o palco principal do Festival Mundial da Criatividade, evento organizado pela World Creativity Organization para conectar pessoas, expandir o conceito de economia criativa e unir os ecossistemas de criatividade e inovação. Em uma grande celebração inclusiva, com programação gratuita, e um mix de tecnologia, inovação, economia criativa, diversidade, inclusão, educação, arte e cultura, as 102 atividades realizadas pela cidade reuniram 7842 pessoas. 

 

Com mais de 360 pessoas trabalhando em diversas etapas do projeto, o Festival ocorreu em sete espaços diferentes da cidade de São Paulo, sendo eles: Pateo do Collegio, CCBB, Farol Santander, Espaço Aroo, Café Girondino, Casa Preta Hub e Auditório Bruno Covas. O Pateo do Collegio foi também palco dos shows dos artistas Céu, Johnny Hooker e Paula Lima, no primeiro dia do evento. A realização do festival em São Paulo foi o principal movimento da Organização Mundial da Criatividade dentre as milhares de atividades que celebraram o Dia Mundial da Criatividade, que ocorreu simultaneamente em 55 cidades brasileiras.

 

Nessa entrevista, o idealizador e diretor do Festival Lucas Foster analisa o papel do evento no circuito global de inovação, fala de suas sensações pessoais no pós-festival e também apresenta os planos para o próximo ano. 

 

Como você se sente depois dos dias de Festival?

Eu me sinto muito realizado e ao mesmo tempo leve, porque é o sexto ano do Dia Mundial da Criatividade e foi o primeiro ano em que eu tinha uma clareza do porquê, do quê e do como a gente tava fazendo. Eu sabia que a gente tinha criado uma tecnologia social, além da digital. Então é a primeira vez que eu tive uma clareza de ter os ingredientes e saber o que fazer com eles pra dar um resultado, isso em todas as etapas do processo. Foi o ano da consolidação do modelo e também um ano de amadurecimento da organização. A gente fez um tripé muito forte de parcerias: a Fundação Roberto Marinho entrou com a mídia, o Mercado Livre entrou como patrocinador e a Prefeitura de São Paulo como instituição. 

 

Quais foram os momentos mais emocionantes pra você?

Eu acho que todas as palestras que falaram do lado humano da criatividade, e não da tecnologia, e que reforçaram o valor da diversidade, me emocionaram. Os shows também foram muito legais.

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E como foi nas outras cidades brasileiras?

Foram 55 cidades. Esse ano a gente fez um processo de seleção muito mais qualificado. A gente sabia quais eram as características que procurava nos líderes e se baseou em critérios. No programa de formação a gente sabia quais eram as habilidades que cada um tinha que desenvolver, tanto as teóricas quanto as ferramentas que tínhamos que entregar nas mãos deles. Então o resultado final não me surpreendeu, a gente sabia o que tava fazendo. Isso é uma mudança de fase no projeto porque agora a gente pode escalar. A gente sabe quanto custa fazer em cada cidade, sabe quanto precisa arrecadar. E também começa a trabalhar o festival de 2024 com um ano de antecedência, isso nunca aconteceu. Então é uma mistura de leveza e plenitude. Eu sei que agora a gente pode ir pra 100 cidades seguindo uma metodologia criada por nós e que é única, nenhum outro movimento tem a mesma metodologia que a gente. 

 

E qual a diferença entre realizar um festival desse porte em Salvador e em São Paulo?

Salvador é a primeira capital do Brasil e São Paulo é a capital da América Latina atualmente. Então o que acontece em São Paulo tem um peso político, de marca, muito maior. Como ela é um centro global de referência cultural, financeiro, tudo isso impacta na percepção e na grandeza do evento. O peso que a prefeitura teve foi determinante pro sucesso do projeto. A gente percebeu que eles também queriam que o projeto desse certo, porque o Dia Mundial da Criatividade nasceu em São Paulo. Ao invés de importar um festival, São Paulo preferiu criar o seu próprio festival. Existe um circuito internacional de festivais de inovação, o SXSW, o Rise em Hong Kong, o Web Summit em Lisboa, o Colision, em Toronto, e agora o Festival Mundial da Criatividade chega em São Paulo com o desejo e a força de ser um desses festivais. Os parceiros querem que a gente se torne algo muito maior do que a gente é hoje, então a gente provavelmente vai crescer. 

 

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E como estão os planos pro ano que vem?

O Festival vai ser em São Paulo e vai durar 5 dias: de 19 a 23 de abril. A gente tomou a decisão de fazer 3 dias de graça, como foi esse ano, e estender mais 2 dias porque dia 22 de abril é o dia da Terra, e a vamos criar um Summit chamado NEST - New Earth Summit, que é o debate sobre a importância da criatividade humana pro nosso futuro no planeta. Os debates serão sobre energia, questão climática, alimentação, mobilidade, resíduos. A gente escolheu dar uma contribuição nesse circuito internacional. Cada festival do circuito tem sua característica, por exemplo o Web Summit é sobre criatividade e tecnologia, o SXSW é mais sobre criatividade e indústrias criativas. Qual é o nosso lugar? A resolução da ONU que definiu o Dia Mundial da Criatividade estabelece a criatividade como algo a serviço do desenvolvimento sustentável. Então pensamos nesses 2 dias extras para o Summit sobre o futuro do planeta. A gente fez essa escolha, não significa que o tema seja sempre a sustentabilidade, mas temos agora um Summit dentro do festival pra falar desse novo planeta que a gente quer construir. Entre ir pra Marte e construir um novo planeta, é melhor construir um novo planeta Terra. 

 

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O Dia Mundial da Criatividade foi apresentado pelo Ministério da Cultura e Mercado Livre, com parceria de mídia da Globo, apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Cidade de São Paulo, além da parceria institucional da Co.liga, Fundação Roberto Marinho, Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e a Cultura (OEI), Preta Hub e Razões para Acreditar.